I Encontro de Inclusão e Formação Financeira

Inclusão e formação financeira

11 jul 2013

11 jul 2013

O Banco de Portugal acolheu, no dia 11 de julho, um seminário sobre inclusão e formação financeira, que contou com a participação de delegações de todos os bancos centrais de países de língua portuguesa:

  • Banco Central de São Tomé e Príncipe
  • Banco Central de Timor-Leste
  • Banco Central do Brasil
  • Banco Central dos Estados da África Ocidental
  • Banco de Cabo Verde
  • Banco de Moçambique
  • Banco de Portugal
  • Banco Nacional de Angola

O seminário foi aberto pelo Governador do Banco de Portugal que realçou a importância da inclusão e da formação financeira e do compromisso do Banco de Portugal na sua promoção no âmbito dos trabalhos de supervisão comportamental. 

A inclusão financeira, ao determinar o acesso a um conjunto de produtos e serviços financeiros, é uma componente essencial da inclusão social. O acesso a uma conta bancária (ou bancarização) é a primeira etapa de um processo de inclusão financeira que permite o desempenho de uma cidadania financeira responsável e uma gestão mais eficiente das finanças pessoais. Contudo, é importante que as políticas de inclusão sejam acompanhadas da necessária regulação dos produtos e serviços financeiros e de uma formação financeira adequada dos clientes bancários. 

A formação financeira, por seu lado, contribui para uma afetação eficiente dos recursos e uma seleção adequada de produtos financeiros por parte dos cidadãos. Daqui resultam benefícios financeiros individuais mas também coletivos, ao contribuir para um reforço da estabilidade financeira. A definição de uma estratégia nacional de formação financeira é uma forma eficiente de implementar a formação financeira. Promove a cooperação entre diversas entidades, a coordenação de recursos necessariamente escassos e o desenvolvimento de projetos numa ótica de longo prazo. 

Na primeira parte do encontro foi debatido o papel dos bancos centrais na promoção da inclusão financeira. As delegações partilharam as suas experiências de regulação e as suas políticas de inclusão, discutindo as abordagens adotadas pelos diferentes países. Analisaram metodologias de medição da inclusão financeira e apresentaram as iniciativas de formação financeira que têm vindo a desenvolver para promover a inclusão.

A segunda parte do seminário foi dedicada ao papel dos bancos centrais na promoção da formação financeira. Discutiram-se as melhores práticas para a medição do nível de literacia financeira da população e para a definição de uma estratégia nacional de formação financeira. Os participantes reconheceram a importância da formação financeira como complemento às medidas de regulação dos mercados bancários de retalho. 

Tratou-se do primeiro seminário sobre inclusão e formação financeira no âmbito da cooperação entre os bancos centrais dos países de língua portuguesa.